Se (Milan) Kundera falasse sobre realidade aumentada e jogos
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ele diria com certeza que a nova geração de jogos do século XXI, os chamados Wii’s concederam uma interatividade aos jogos que a década de 90 apenas sonhava com a chamada "realidade virtual".
A nova idéia é a realidade aumentada, alvo de ações de marketing envolvendo cards de baseball até monstrinhos em embalagens de doritos. A onda da vez não é a guerra da Polônia e sim a oportunidade para os que mexem com marketing e games se esbaldarem nesse novo mercado. Veja um vídeo (via @cardoso), demonstração desse jogo de zombis e que não se trata de Resident Evil e sim da utilização das deliciosas balas Skittles através da realidade aumentada:
Kundera diria que a leveza presente nessa obra se encontra justamente na liberdade que a interatividade confere ao corpo e, este, confere em troca, prazer e diversão. Sendo assim, temos uma área imensa de publicidade e marketing nesse estilo de jogo. Este era um protótipo mas imaginem em jogo multiplayer a capacidade que esse tipo de interação pode oferecer.
Quando menor, joguei bastante Magic: The Gathering. Trata-se de um jogo de cards onde você constrói seu deck de cartas repletas de encantamentos, criaturas, feitiços, mágicas, artefatos, terrenos e toda uma gama de outros tipos que constituíam um exército pronto para enfrentar outros em uma guerra. Parece emocionante, não? Quando criança, sim, era, afinal mexia com meu imaginário. Quem ficava de fora achava chato, entediante. Pelo vídeo abaixo é possível ver um pouco do jogo em andamento e, logo em seguida, uma das possibilidades que o conceito de game aplicado acima pode oferecer junto aos cards de Magic no mesmo conceito dos cartões de baseball:
Como podemos ver, o fetiche potencial desse game: vende, não apenas os cards como também podemos utilizar outros mecanismos integrantes ao jogo, como por exemplo as balas Skittles. Quem sabe, durante uma batalha de Magic não poderíamos utilizar bolachas Trakinas, afinal, aqueles rostos são verdadeiros monstros.
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