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  • @yanblah 00:02 em 05/06/2008 Link Permanente | Responder
    Tags: , metragem, quentin tarantino, selton melo, seu jorge   

    Sem dúvida foi um espasmo do autor do curta.

     
  • @yanblah 16:31 em 04/06/2008 Link Permanente | Responder
    Tags: , , , passeio noturno, , texto,   

    Éramos eu e ele, pequeno e frágil como se a cada folha de uma árvore apagada e desconhecida fosse mais uma vitória ao tocá-la.

    Um completo mundo desconhecido que na ausência da luz modificava-se, tornava-se outro harém. Certas medidas imprecisas de calor que esfriavam aos meus olhos. Aos dele: outra brincadeira.

    Para mim, meu desejo era de que encontrasse algo que não encontrei; 1ue não tivesse tantas noites vazias como tive; que não passsasse tanto a ser mais um ser solo, não avesso ao contato, mas dependente da solidão tumultuada de passos e luzes.

    Cada simples nota de canções alegres ou não tornassemo feliz, com ou sem retorno. Estrada sem saída, onde o encontro com o cego fim fosse uma descoberta incrível, cheia de nenúfares, mulheres e compreensão.

    Policarpa solidão. Tinhas na mão a chance, meus pensamentos floriam no outrono e minhas paisagens não mais trovejavam. Espelhos de lama que não mais encontrava.

    Seu toque quente e austero, infantil e delicado, monstrava-me que tudo era, aliás, quase tudo, era passível de esquecimento.

    Algumas pessoas tem energia suficiente para alegrar e mostrar não mais que folhas verdes, outras nos mostram novos pigmentos, mais coloridos e esperados, escondidos do meio de olhares vazios e sem fé como os meus.

    Pernas cruzadas e belas que afagam a solidão caem num prenúncio de gozo que acaba no amanhã. Não em seus dedos ou peitos, mas na ausência de sentido em tocar.

    Caminhadas em noites de lua onde a novidade é a rotina que se torna avessa assim que ele, pequeno neto da vida, em seu frágil caminhar e violento toque no desconhecido aflora. É a coisa mais linda que vem e que passa.

    Um corpo dourado que mesmo sem luz emana energia. Não na segurança da experiência, mas na descoberta do novo.

    Novo que rodeia a cada dia como que discreto e alheio, afastado e sem interesse, mas que não passa despercebido como arraias marinhas e águas-vivas.

    Um acorde inexplorado que à ele pertence e a mim deixou de pertencer quando, na adolescência de minhas palavras, perdi minha magia nas obviedades.

    É difícil de pronunciá-las mas, o afeto no futuro inseguro me assegura ao menos prazeres de descoberta que não acabam nesse passeio noturno, e sim, apenas, surgem com um toque, com um acorde acima de meu tom: cinza.

    ( Yan . 04.06.08 )

     
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